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Archive for 4 fevereiro, 2017

As irregularidades da Previsão Orçamentária do Corinthians

fevereiro 4, 2017

rachid, piovesan, mané

Já caminhando pelo mês de fevereiro, o Corinthians segue sem aprovar sua previsão orçamentária, documento que tem por objetivo impor limites a gastos, recebimentos e ações da gestão administrativa do clube.

É a primeira vez que isso ocorre ma história do Timão.

Em duas oportunidades a diretoria financeira demonstrou-se incapaz de adequar a contabilidade alvinegra ao PROFUT, sem contar a falta de transparência ao não submeter os dados (talvez pela flagrante irregularidade), à aprovação do Conselho Fiscal, razão da retirada de pauta em reunião do Conselho Deliberativo.

Oposicionistas alvinegros elencaram as seguintes desconformidades com a Lei:

  • não demonstração das informações separadas por atividade econômica e modalidade esportiva;
  • falta de divulgação das informações e de todos os documentos que atestem o cumprimento no disposto nos incisos I a X do art. 4º do PROFUT;
  • falta de transparência na gestão da movimentação de recursos e de fiscalização interna;
  • falta de demonstração dos custos com Folha de Pagamento e Direitos de Imagem (não podem superar 80% da renda bruta anual das atividades do futebol profissional);
  • falta de demonstração dos valores para investimento mínimo em formação de atletas, no futebol masculino e feminino, além de ingressos a preços populares;
  • falta de regimento interno do Conselho Fiscal;
  • falta de isenção e autonomia do Conselho Fiscal (um dos conselheiros era funcionário do Presidente Roberto Andrade na vida particular);
  • antecipação de receitas na forma de luvas para renovação do contrato de TV sem submeter à aprovação do Conselho Deliberativo, em desconformidade com as normas do PROFUT;
  • falta de transparência na gestão de movimentação de recursos e de fiscalização interna;
  • não redução dos prejuízos nos limites exigidos pela Lei à partir de 2017;
  • atrasos de salários em 2016

A maior parte das irregularidades sequer são rechaçadas pela diretoria do Corinthians, que tenta, utilizando-se do hábito de controlar o Conselho (eleito sob o cabresto do “chapão”). aprová-las ainda assim, preocupando-se apenas com a própria governabilidade, sem dar bola às graves sanções que podem ser impostas ao clube (entre as quais rebaixamentos de campeonatos) pelo evidente descumprimento da legislação.

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Abílio Diniz e o “dedo podre” nas eleições do São Paulo

fevereiro 4, 2017

abilio diniz

O empresário Abílio Diniz apoia o oposicionista José Eduardo Mesquita Pimenta, de passado imundo no clube, como candidato a presidente do São Paulo.

Nas últimas eleições apoiou Leco, agora adversário.

Não muito distante, teceu elogios à integridade de Carlos Miguel Aidar, expulso do Tricolor por corrupção.

Duas constatações: o dedo de Abílio apodrece na política são-paulina; o clube não tem alternativas decentes para reerguer o que vem sendo destruído nas recentes administrações.

Talvez, Roberto Natel, talvez… que rompeu com a atual gestão (apesar de tê-lo feito mais por política do que convicção).

Ouça a rádio Rock n’ Gol ao vivo !

fevereiro 4, 2017

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Corinthians descartará relatório de auditoria e contratará escritório para conflito com a Odebrecht

fevereiro 4, 2017

andré negão e andres sanches

Recentemente, o Corinthians pagou por relatório de auditoria sobre a construção do estádio em Itaquera, que, soube-se depois, tinha como “auditor” um advogado amigo e sócio (em negócios) do ex-presidente Andres Sanches, parceiro notório da Odebrecht, a construtora.

Jogou dinheiro fora.

Por razões óbvias, os dados levantados estão sendo tratados como suspeitos e o relatório será descartado.

O clube deverá, em breve, contratar novo escritório de advocacia, que terá objetivo principal de, juridicamente, esgotar todas as possibilidades de cooperação entre Corinthians e Odebrecht para clareamento dos dados que envolvem a construção da Arena.

Daí, se a construtora decidir não colaborar, o impasse será resolvido na Justiça, com grande possibilidade de congelamento de pagamento da pendência (até que se defina o valor exato do estádio), excetuando-se os R$ 400 milhões emprestados do BNDES, acerto este que deverá, também, passar por análise do Conselho Deliberativo na próxima reunião.

“República de Mangaratiba” de Cabral ganhou milhões no Comitê de Nuzman

fevereiro 4, 2017

nuzman

De AGÊNCIA SPORTLIGHT

Por LÚCIO DE CASTRO

A última década aproximou Sergio Cabral Filho, Eduardo Paes e Carlos Arthur Nuzman. Indeléveis parceiros, unidos pelo Pan-2007 e pelas Olimpíadas-2016. Atravessaram a década dos grandes eventos no Rio de Janeiro irmanados. Entre as várias interseções do trio neste período estão dois integrantes da “República de Mangaratiba”, beneficiários de inúmeros contratos com os três. Marco Antônio de Luca, participante do mais próximo círculo de Cabral e membro das confrarias do “Guardanapo” e da “República de Mangaratiba”, obteve nos últimos anos milhões ganhos em contratos com o governo estadual de Cabral e a prefeitura de Eduardo Paes. Com o Comitê Rio 2016 (CoRio2016), presidido por Carlos Arthur Nuzman, não foi diferente: através de três distintos Cadastro Nacional Pessoas Jurídicas (CNPJ), um grupo de empresas com ligações societárias e objetos em comum conquistou nove contratos com a entidade olímpica presidida por Nuzman. Em flagrante desrespeito as normas do próprio comitê. O outro protagonista dos anos do guardanapo que aparece em uma dessas sociedades é Arthur César de Menezes Soares Filho, o Rei Arthur, como era chamado pelo amigo e vizinho Cabral, investigado na “Operação Calicute”.

Com a Masan Serviços Especializados foram seis contratos diferentes com o CoRio2016. Entre os contratos, está o 979/2016, cujo objeto é “Prestação de Serviço de Limpeza e Conservação das Instalações do Rio 2016”. Início em 11/06/2016 e fim no dia 30/01/2017. No entanto, mais dois diferentes contratos da Masan tem como objeto limpeza de instalações. Como no 1464/2016, que trata sobre “Prestação de serviços de limpeza e manutenção predial, em caráter emergencial na Vila dos Atletas”, iniciado em 3/8/2016, até 20/8/2016. O contrato 1288/2016 também tem limpeza de instalações incluído no escopo (“Prestação de Serviço de Segurança, limpeza e gestão de resíduos para as áreas de hospitalidade Zona VI Parque Olímpico e Arena Olímpica do Rio”), aberto em 22/7/2016 e com fim em 30/11/2016.

Os outros três contratos firmados com a entidade pela Masan tem distintos objetos: o 1600/2016 é sobre “serviços de mão de obra de 376 caixas e atendentes de fila dentro das concessões presentes nas instalações do Rio2016, trabalhando em 13 dias (13/9/2016 a 16/9/2016). O 303/2016 assinala como “objeto deste contrato a prestação, pela contratada ao RIO 2016, de serviços de alimentação para as Instalações do Parque Olímpico durante os Jogos Rio 2016, conforme definido na proposta comercial, proposta técnica e escopo técnico Rio 2016”, iniciando em 31/3/2016 e fechando em 31/1/2017. E o 812/2015 é sobre ”Contrato de prestação de Serviços de Hospitalidade (In Venue Hospitality Services – IVH) a serem executados na Zona 6, nas instalações Arena Rio, Centro Olímpico e Paralímpico de Tênis, Parque Olímpico e Paralímpico, Arena Carioca 1 e Clube Olímpico”, de 24/9/2015 a 31/12/2016. Assim, a Masan obteve contratos que variavam entre limpeza, contratação de pessoal e hospitalidade.

O CoRio2016 contratou a Masan, a Denjud e a Comissaria Aérea do Rio de Janeiro. E as três tem ligações societárias e se encontram, entre outras participações, no “Consórcio Alimentar”

Três diferentes contratos com duas diferentes empresas tratam sobre “Prestação de serviço de alimentação para a força de trabalho”. O 1271/2016, com a Denjud Refeições Coletivas Administração e Serviços (“prestação do serviço de alimentação para a Força de Trabalho e Contractors, além do fornecimento de frutas para consumo dos Atletas e gelo filtrado para reabastecimento dos coolers fornecidos pelo Patrocinador da Rio 2016”, (12/7/2016 até 31/9/2016). E dois acordos assinados com a empresa Comissaria Aérea Rio de Janeiro: 252/2014 (14/7/2014 a 30/9/2014, sendo objeto a “prestação dos serviços de alimentação, através do fornecimento de refeições, detalhados por tipos de cliente, níveis de serviços e características da instalação -local de fornecimento- Evento Teste de Vela Marina da Glória) e o contrato 304/2016, que, assim como o da Denjud, trata sobre “prestação do serviço de alimentação para a força de trabalho”. De 8/3/2016 até 31/1/2017: “Prestação de Serviços de Alimentação para da Força de Trabalho do RIO 2016”.

No entanto, ao verificar-se a complexa teia de participações da “Masan Serviços especializados”, encontra-se a mesma como integrante de uma terceira empresa, a “Consórcio Alimentar”. Em cuja sociedade estão juntas a “Denjud” e a “Comissaria Aérea do Rio de Janeiro”, além do próprio Marco Antônio de Luca como pessoa física. Assim, o CoRio2016 contratou a Masan, a Denjud e a Comissaria Aérea do Rio de Janeiro. E as três tem ligações societárias e se encontram, entre outras participações, no “Consórcio Alimentar”, em 30 de junho de 2011.

As regras do Comitê Rio 2016 quanto a isso são bem claras. No Portal de Suprimentos da entidade, em seu artigo 5, item D das “Condições Gerais do Fornecedor”, está a descrita a “obrigação do fornecedor no que se refere ao cadastramento”: “Não realizar cadastro de sociedades pertencentes ao mesmo grupo econômico que atuem no mesmo segmento”.

E as três fornecedoras do CoRio2016, (Masan, Comissaria Aérea e Denjud) não tem apenas as ligações societárias em comum. No “Código e descrição da atividade econômica” de cada uma delas na base de dados da Receita Federal está a atuação em um mesmo segmento, explicitado número por número do código, palavra por palavra: “56.20-1-01: Fornecimento de alimentos preparados preponderantemente para empresas”, em desacordo com as normas do CoRio2016.

A reportagem perguntou ao CoRio2016, através da assessoria de imprensa, se o órgão conhecia tais relações societárias (Denjud e Comissaria Aérea) com a Masan Serviços Especializados. O comitê respondeu que “todas as concorrências incluíam a verificação de compliance dos candidatos e neste caso era feito uma checagem de composição acionária. Os contratos da Masan, pelo volume, foram todos submetidos para aprovação do Conselho Diretor”. Não foi possível ter acesso ao valor total dos nove contratos com Masan e empresas com ligação. A estimativa possível pelo único dado conhecido é que apenas um deles CoRio2016/Masan tinha valor de R$ 82 milhões, e de acordo com informação fornecida pelo próprio órgão, teve um adendo e baixou para R$ 17 milhões.

Uma quinta sociedade forma o “Consórcio Alimentar”, além dos sócios Masan, Denjud, Comissaria Aérea e Marco Antônio de Luca: é a Prol Alimentos. Que vem a ser um dos braços da Prol, como passou a se chamar a “Facility”, empresa de Arthur Cesar de Menezes Soares Filho. Cujos negócios com o governo estadual chegaram a R$ 2,8 bilhões, divididos em 57 contratos com 19 órgãos.

No “Rio Transparente”, da prefeitura, encontram-se contratos sob o nome de Facility. No entanto, o CNPJ que consta é o que aparece na base de dados da Receita Federal como da Prol Alimentação. A reportagem obteve também na Junta Comercial o documento da alteração contratual da Facility para Prol S.A.

Em 2014, mesmo ano em que Cabral deixa o governo, Arthur Soares, envolvido em escândalos e investigações, anuncia que estaria vendendo a empresa para um fundo internacional de nome “Rise”. No entanto, de acordo com os documentos obtidos por esta reportagem, a “Rise” passa a ser gerida por Tereza Cristina Porto Xavier no endereço comercial da rua Barão de Itapagibe 61, no Rio Comprido, zona norte do Rio de Janeiro. O endereço é da Prol. Tereza Cristina Porto Xavier vem a ser ex-secretária de educação de Cabral entre fevereiro de 2008 a outubro de 2010.

Na “República de Mangaratiba”, formada por oito amigos próximos a Cabral, entre empresários e ex-secretários de governo, o “Rei Arthur” é um dos com casa mais próxima ao agora presidiário, ambas juntas a faixa de areia da praia de São Braz, como mostrou reportagem do jornal O Globo, de Chico Otávio. O ex-governador foi habitué do jatinho particular do empresário. De acordo com dados da Receita Federal apresentados durante a “Operação Calicute”, Arthur Soares pagou R$ 1,7 milhão em propina, divididos entre o escritório de Adriana Cabral, ex-primeira-dama do estado, e uma empresa de Carlos Miranda, apontado pelo Ministério Público Federal como um dos operadores do esquema.

A Masan, dos seis contratos diretos com o CoRio2016, também impressiona pelo volume de negócios com as gestões de Cabral e Paes.

.Entre 2008 e 2011, a Masan Alimentos e Serviços, de Marco Antônio de Luca e onde José Mantuano de Luca Filho (Comercial Milano) também aparece através da participação societária da Sepasa Serviços, faturou R$ 17 milhões nos negócios com o governo de Cabral. Com Eduardo Paes na prefeitura o volume foi muito maior: entre 2008 e 2012, a Masan obteve contratos no valor de R$ 122.690.561,16 (cento e vinte dois milhões, seiscentos e noventa mil, quinhentos e sessenta e um reais e dezesseis centavos), como consta em dados obtidos através do “Rio Transparente”. Os contratos da Masan prosperaram nas mais diversas secretarias, sendo o volume maior de dinheiro no fornecimento de merenda escolar na Secretaria de Educação e de refeições em hospitais para a Secretaria de Saúde. E em 2014, Masan e Comercial Milano estiveram juntas na mesma denúncia, feita pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), do Ministério Público Estadual (RJ), que apontou fraude em licitações na prefeitura de Magé. As duas foram vencedoras em três concorrências, somando quase R$ 2 milhões. E nas disputas, concorriam entre elas.

Já a soma recebida pela Comercial Milano é ainda mais admirável: entre 2008 até 2016, os anos de Eduardo Paes na prefeitura, foram R$ 606.177.186,16 (seiscentos e seis milhões, cento e setenta e sete mil, cento e oitenta e seis reais e dezesseis centavos) como está demonstrado no Rio Transparente. Assim, apenas nos anos de Paes no Rio os sócios, entre Masan e Comercial Milano levaram um total de R$ 728.867.747,32 (setecentos e vinte oito milhões, oitocentos e sessenta e sete mil, setecentos e quarenta sete reais e trinta e dois centavos).

A empresa de José Mantuano de Luca Filho, também esteve nos noticiários no escândalo das propinas pagas para Rodrigo Bethlem, então na Secretaria de Assistência Social da prefeitura, em um esquema que perdurou entre 2009 e 2012, gestão de Eduardo Paes. Em 2010, a Comercial Milano foi denunciada na CPI da Merenda Escolar, comandada pela ex-vereadora Andréa Gouvêa Vieira, por suspeita de irregularidade na licitação. E em 2015, a Masan chegou a ser afastada de uma concorrência após denúncia do Ministério Público por favorecimento em concorrência de R$ 52 milhões para fornecimento de pessoal e equipamentos no Centro de Operação da Prefeitura. Em 2012, outra acusação de favorecimento envolveu a Masan, escolhida para operar carros fumacê (veículos utilizados no combate ao mosquito da dengue) no município do Rio, mesmo sendo do ramo de alimentação.

A reportagem enviou pedido de resposta para a Masan, sem retorno.

Coluna do Fiori

fevereiro 4, 2017

fiori - dicunto

FUTEBOL: POLÍTICA, ARBITRAGEM E VERDADE

Fiori é ex-árbitro da Federação Paulista de Futebol, investigador de Polícia e autor do Livro “A República do Apito” onde relata a verdade sobre os bastidores do futebol paulista e nacional.

http://www.navegareditora.com.brEmail:caminhodasideias@superig.com.br

apito limpo

“Nem todos podem tirar um curso superior. Mas todos podem ter respeito, alta escala de valores e as qualidades de espirito que são a verdadeira riqueza de qualquer pessoa”

Alfred Montapert – foi um escritor francês.

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Nota de Repúdio

Cumprindo o que lhe é de dever, Arthur Alves Junior, presidente do SAFESP, emitiu nota em repúdio ao que asseverou o presidente da FPF

Curvando

1

Provando que são subservientes e despojados de respeito, 99% dos árbitros, incluso os FIFA, curvaram seus corpos diante das fortíssimas e achincalhadas afirmações do “impoluto” Reinaldo Carneiro Bastos, na entrevista publicada no jornal Folha de São Paulo, do domingo 29/01/2017

Pontapé Inicial

A partir da sexta feira 03/02/2017 teremos o inicio do Campeonato Paulista da Série A1, ressaltando que no dia 28/01 foram iniciados os jogos referentes às Séries: A2 e A3

Autônomo

Este foi e continuara sendo meu procedimento quando da avalição do trabalho dos representantes das leis do jogo nas contendas que assistirei pelos canais televisivos, ou então, quando da reprise dos lances ocorridos em outras refregas

Erros

É fundamental que não sejam cometidos, para tanto, existe a pré-temporada, tempo suficiente para avaliarem o desempenho no ano anterior, atualizar conhecimentos teóricos, sequencialmente, o preparo físico natural

Bombados

O árbitro deve estar preparado para o exercício de sua atividade; nada de tentar impor seus músculos na tentativa de ser respeitado

Conquista

Respeito se conquista na correta interpretação e aplicabilidade das leis do jogo, independente das cores da camisa, assim como, de problemas com algum dos litigantes

Rematando

Que cada árbitro se ligue e cuide de seu quadrado, que não faça criticas ou torça pela derrocada de seus colegas, sequencialmente, que conquiste seu espaço por méritos, não por caminhos tortuosos dos apadrinhamentos e ligações com a podridão existente nos imundos bastidores

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Politica

O império da lei e da ética precisa deixar de ser um mito

1

Se não fosse essa odiosa excrescência do ‘foro privilegiado’, jamais seria forçada a tomar tal decisão, contra minhas convicções e contra a relevante finalidade do Supremo Tribunal Federal. Ficaria limitada a julgar somente alguns casos, já que a maioria estaria entregue (país afora) a juízes singulares”. Essa frase poderia ter sido pronunciada pela presidente Cármen Lúcia Antunes Rocha. Mineira de Montes Claros, a ministra homologou as colaborações premiadas de 77 executivos e ex-dirigentes da Odebrecht, que provocarão a abertura de inquéritos contra gente graúda, no poder e fora dele. Cármen Lúcia optou, todavia, pelo sigilo dos depoimentos. Uma decisão talvez sábia, mas que, como qualquer outra que porventura tomasse, ensejaria cisões.

Outros integrantes de nossa Corte Suprema, como o ex-ministro Carlos Mário Velloso, seu ex-presidente, concordariam com ela e ainda proporiam a revogação do foro privilegiado, herdado do Império, absurdo sob todo aspecto. Mas a verdade é que o Supremo Tribunal Federal, uma vez mais, agora com mais força, será sacrificado.

A operação Lava Jato é, por ora, um prenúncio de que boa parte do país persegue o verdadeiro “império da lei”. Uma miragem, mas, quem sabe, uma esperança. As testemunhas desse processo são as prisões de empresários e políticos (em menor conta) pesos pesados. Talvez seja, por outro lado, um prenúncio de que o Estado, protetor dos poderosos, tenha, afinal, sofrido forte abalo, na direção (outra miragem?) de sua função, que é a de dar atenção aos desvalidos.

Se a dinheirama que escorreu pelo ralo não só da corrupção, mas por meio dos mais diversos meios (“manda quem pode, obedece quem tem juízo”), tivesse sido investida na educação e na saúde, o país seria outro. Com absoluta certeza. E é isso o que mais dói.

Sei que é difícil acreditar, exatamente no momento em que a maior democracia do mundo (que sempre teve e ainda tem muito a desejar) corre sérios riscos nas mãos de um doidivanas (desculpe-me, mas existe outra denominação?), que, daqui para a frente, isto é, depois da Lava Jato, tudo será diferente, pois estará consolidado, enfim, em bases reais e sólidas, não o “governo dos homens”, mas o “governo das leis”.

A sensação que a Lava Jato tem despertado entre os brasileiros é a de que, felizmente, o país quer mudar e está mudando. A ética e o respeito à lei, que precisa exprimir o consentimento da maioria (e não das oligarquias), são os dois pilares fundamentais de seu futuro.

Ultrapassada a fase da homologação pela ministra, que, por sua vez, deu início às investigações pelo Ministério Público e pela Polícia Federal, será divulgado o nome do novo relator da Lava Jato, outra missão difícil para Cármen Lúcia. Depois dessa definição, por sua livre escolha, e depois de se exercitar no bom senso e na prudência, o presidente Temer, conforme já informou, indicará o substituto do ministro Teori Zavascki, cuja nomeação só se dará após aprovação do nome pelo Senado.

O povo brasileiro estará atento não só à indicação do presidente, mas, principalmente, à verdadeira sabatina a que se deve submeter o indicado. Qualquer coisa que fuja disso desmoralizará, ainda mais, as instituições da Presidência da República e do Senado Federal.

E isso não será bom para ninguém. Bom mesmo será se a operação Lava Jato for o marco deste novo país a ser construído por gente que ainda acredita na Justiça. É nisso que devemos acreditar.

Até porque, leitor, nada nos custa.

Autoria do jornalista Acílio Lara Resende – Publicado no Jornal O Tempo do dia 02/02/2017

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Finalizando

“O dever dos juízes é fazer justiça; a sua profissão, a de deferi-la. Alguns conhecem o próprio dever e exercem a profissão”

Jean de la Bruyere – foi um moralista francês

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Chega de Corruptos e Corruptores

Se liga São Paulo

Acorda Brasil

SP-04/02/2017

Ouça abaixo as duas edições do programa COLUNA DO FIORI, desta semana, que foi ao ar pela rádio Rock n’ Gol (http://rockngol.com.br)

 

*A coluna é também publicada na pagina Facebook:  “No intervalo do Esporte”

*Não serão liberados comentários na Coluna do Fiori devido a ataques gratuitos e pessoais de gente que se sente incomodada com as verdades colocadas pelo colunista, e sequer possuem coragem de se identificar, embora saibamos bem a quais grupos representam.


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