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Archive for 3 de fevereiro de 2017

Corinthians foi representado por “segurança” na Conmebol

fevereiro 3, 2017
Coronel Dutra ao lado de "Dr. Viola", membro Comitê de Ética do Corinthians

Coronel Dutra (dir.) ao lado de “Dr. Viola”, membro Comitê de Ética do Corinthians

Quando se pensa que não há mais possibilidade da gestão Roberto “da Nova” Andrade piorar no Corinthians, sempre surgem novidades que parecem inacreditáveis, tamanho é o descaso com o clube.

Em vez do presidente, talvez o vice ou algum diretor ligado ao futebol ter representado o Timão no sorteio de grupos da Copa Sul-Americana, na Conmebol, a responsabilidade coube ao segurança alvinegro, Coronel Dutra, conhecido também por ser espécie de “leão de chácara” do deputado federal Andres Sanches (PT).

O fundo do poço.

A situação gerou absoluta revolta no Parque São Jorge, além de prolongar o período de vexames do diretor de futebol Flávio Adauto, que sequer deu palpite na escolha.

Dutra chefia a segurança do Corinthians desde 2007 (entrou com Sanches no Corinthians) e, desde sempre, foi cercado por acusações graves de desvios de conduta.

Recentemente, o apresentador Neto, da BAND, em seu programa, garantiu que o PM possui três imóveis de aluguel nos EUA, em Miami, mesmo sem comprovação de renda que possa justificar as aquisições.

Vale lembrar que Sanches, por coincidência, também investiu em Miami, comprando apartamento em nome do filho e associando-se a uma filial do bistrô Paris 6, todos negócios realizados após a contratação de Alexandre Pato pelo Corinthians.

Pairam sobre Dutra, também, acusações de possíveis formações de milícias com PMs que lhe são submissos no Parque São Jorge, entre os quais o famoso Caveira (que já foi investigado sobre fazer parte de grupos de extermínio na Capital), este deslocado, quase sempre, para segurança particular de Andres Sanches e Ronaldo Fenômeno (quando estava no Timão).

Entre os “serviços” estaria o de grampear jornalistas, através da contratação de detetives particulares.

Uma das vítimas foi o Blog do Paulinho, que descobriu a operação e, em trabalho conjunto com a polícia de São Paulo, conseguiu prender o “araponga” que em depoimento garantiu ter sido contratado pelo Coronel Waldir Rapello Dutra, que enviava dinheiro através de Caveira, todos sob as ordens de Andres Sanches.

Lavado à delegacia, o então presidente do Corinthians, que contratou o atual presidente do Comitê de Ética do Parque São Jorge, Dr. Sérgio Alvarenga para defendê-lo, conseguiu se livrar do problema, após suspeita troca do delegado do caso (no lugar entrou um membro do TJD da FPF), que, mesmo diante de confissões e provas robustas, decidiu arquivar o caso.

Foi esse tipo de gente que representou o Corinthians numa Confederação Internacional, na última semana.

Em áudio, detetive que foi preso fala sobre viagem de Coronel Dutra aos EUA e alguns detalhes da investigação ao Blog do Paulinho

 

 

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Ouça a rádio Rock n’ Gol ao vivo !

fevereiro 3, 2017

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Blog do Paulinho

Coluna do Fiori

Comissão do Corinthians para investigar estádio de Itaquera endurece com a Odebrecht

fevereiro 3, 2017

COPA DO MUNDO 2014: ACIDENTE NAS OBRAS DO ESTÁDIO DO CORINTHIANS

Reuniram-se, ontem, conselheiros do Corinthians que tem a responsabilidade de investigar contratos, execução de obras e a parte financeira do estádio de Itaquera.

Ninguém levou a sério o relatório da auditoria anterior, chefiada por escritório ligado ao Dr. Molina, advogado e sócio de Andres Sanches, este envolvido até a medula nas tratativas com a construtora (inclusive acusado pela Operação Lava-Jato de ter levado propina no negócio).

https://blogdopaulinho.com.br/2017/01/24/andres-sanches-abre-empresa-em-nome-do-filho-e-de-auditor-do-estadio-de-itaquera/

O resultado apurado, de que teriam faltado R$ 200 milhões em obras a serem realizadas, não convenceu.

A Comissão acredita que os valores, após checagem, podem ser bem maiores.

A referida auditoria alegou que a Odebrecht recusou-se a fornecer a documentação necessária para os trabalhos, fato que, se verdadeiro, não será aceito pelos conselheiros, que decidiram oficiar a construtora solicitando todo material referente à construção.

Em caso de negativa, medidas judiciais cabíveis serão lavadas a cabo, imediatamente.

Fazem parte da comissão os conselheiros Roque Citadini, Carlos Luque, Jorge Kalil, Armando José Terreri Rossi Mendonça, Thales Cesar de Oliveira, Pedro Luis Soares e José Carlos Alves, que estão sendo auxiliados pelos engenheiros Marcelo José Brandão Machado e Roberto Ferreira de Souza (associados do Corinthians).

São Paulo perda nova batalha em guerra contra a acessibilidade

fevereiro 3, 2017

acessibilidade_morumbi

Recentemente, o São Paulo foi multado pela Prefeitura por não possuir condições adequadas de acessibilidade do estádio do Morumbi.

Inconformado, o clube recorreu, e perdeu.

Despacho da Secretaria de Urbanismo e Licenciamento, indeferiu solicitação Tricolor para reconsideração da penalidade.

Em 2016, após ter sido condenado pelo mesmo motivo (acessibilidade do estádio do Morumbi), em ação movida pelo torcedor Alexandre Malieno Gomes, o procedimento do clube foi o mesmo, após condenação: recorrer.

Não seria mais simpático, além de demonstrar bom senso e civilidade, gastar dinheiro com as necessárias reformas do que com advogados em causas, evidentemente, perdidas ?

Luiz Édson Fachin: o Ministro do STF, responsável pela “Lava Jato”

fevereiro 3, 2017

A covardia de Fabián Nogueira

fevereiro 3, 2017

fabian-noguera

Após sofrer críticas sobre sua atuação na partida contra o Kenitra, do Marrocos, o zagueiro argentino Fabián Nogueira, do Santos, decidiu tirar satisfações com o repórter Lucas Musetti, do Globo Esporte.

Segurando-o pelos colarinhos e com o dedo em riste passou a ofender o jornalista, ameaçando-lhe, ainda, de agressão em caso de novas análises negativas de seu desempenho.

Atitude covarde, abafada, lamentavelmente, pela diretoria do Peixe, que somente após o vazamento da informação pela imprensa decidiu que “tomaria atitudes à respeito.”.

Ao jornalista restou procurar a polícia e registrar Boletim de Ocorrência.

O jogador “machão” do Peixe, antes mesmo deste episódio, tinha por hábito ligar para jornalistas no intuíto de intimidá-los, sempre que julgava-se “injustiçado” pelas matérias (fez também com Lucas Musseti).

O Santos, de tantas glórias, não pode se dar ao luxo de manter tamanho energúmeno em seu elenco.

Por que a direita brasileira defende Donald Trump?

fevereiro 3, 2017

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Da FOLHA

Por RAQUEL LANDIM

Ainda não consegui entender por que publicações nas redes sociais no Brasil contra as medidas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, provocam uma reação tão apaixonada de parte dos internautas.

Qualquer análise, post ou tuíte sobre o tema é respondido com uma saraivada de comentários críticos e até raivosos, como certamente será o destino dessa coluna.

Na semana passada, escrevi que os americanos pobres acabarão pagando a conta do muro que Trump pretende construir na fronteira como o México —aliás, o que costuma acontecer com medidas protecionistas.

Os comentários dos leitores pró-Trump variavam de “desonestidade intelectual”, “opinião enraizada no socialismo” a “jornalismo vendido para a esquerda”.

E isso está muito longe de ser exclusividade desse espaço. Vêm ocorrendo em publicações dos mais diversos jornalistas, economistas ou qualquer um que se aventure sobre o tema.

Sem tentar cercear os leitores, que são livres para criticar o que e quem quiserem, e lembrando que a liberdade de expressão é um dos pilares da democracia, falta substância a esses comentários.

Os conceitos de direita e esquerda estão cada vez mais fluidos, mas defender uma agenda de direita na economia é apoiar o liberalismo. Significa ser a favor da meritocracia e do livre mercado e ser contra o protecionismo e o intervencionismo.

Os defensores de Trump hoje foram críticos ardentes da ex-presidente Dilma Rousseff pelo desastre que sua administração provocou na economia brasileira, ao tentar controlar preços, subsidiar setores e reduzir o lucro das empresas.

Nas suas primeiras semanas no cargo, a agenda de Trump é muito parecida com a de Dilma. Para cumprir suas promessas populistas, o mandatário americano vem ameaçando as empresas.

Qualquer transnacional americana que abrir mais uma fábrica em outro país está sujeita a uma reprimenda direta da mais alta autoridade dos EUA —algo impensável tempos atrás. Difícil ser mais intervencionista do que isso.

As promessas de Trump incluem ainda uma forte redução de carga tributária, o que realmente é uma agenda liberal, mas também falam em gastos bilionários em infraestrutura para aquecer o mercado, uma medida keynesiana.

Do ponto de vista estritamente econômico, alguém que era contra Dilma não pode ser a favor de Trump. Meu palpite é que o americano esteja encantando um público conservador no Brasil, não pela condução da economia, mas por sua política de imigração que desrespeita os direitos humanos. Nesse caso, isso não é ser de direita, é ser racista.


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