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Divisão de poder (e negócios) em Itaquera selou racha de Roberto Andrade com Andres Sanches no Corinthians

renovacao-e-transparencia

A contratação de Oswaldo de Oliveira para treinar o Corinthians está sendo tratada pela imprensa, fruto de visão limitada sobre os problemas, como motivo principal que justificaria o rompimento político (e pessoal) do atual presidente alvinegro, Roberto “da Nova” Andrade, com seu mentor, o deputado federal Andres Sanches.

As questões, porém, são mais pesadas.

Há anos subserviente ao comando de Sanches, antes de ingressar na política alvinegra, Roberto, mero funcionário da “Nova Veículos”, concessionária GM de razoável porte, localizada na zona leste de São Paulo, vivia de suas comissões em vendas de automóveis, facilitada pela proximidade com dirigentes e jogadores do clube.

Alçado à diretoria de futebol, mesmo sem receber, oficialmente, qualquer remuneração, melhorou de vida e comprou 10% da empresa pela qual ainda ocupa cargo subalterno, mas agora de gerência.

Observava-se, no Parque São Jorge, alguma ganância no comportamento de Andrade, mas poucos acreditavam na coragem de colocar o pé na frente das passadas de Sanches, no intuíto de derrubá-lo, e, por consequência, avolumar ainda mais as chances de fazer o ‘Pé-de-Meia”.

A opostunidade surgiu ao assumir a presidencia do Corinthians.

Pisando em ovos, no início, Andrade obedeceu a todas as ordens: fraudou ata de reunião do Fundo Arena, contratou treinador (Cristóvão), aturou a convivência com Eduardo “Gaguinho” Ferreira sem indicar diretor de futebol que pudesse contrapor os interesses de Sanches, etc.

Porém, sorrateiramente, percebendo que a atividade parlamentar de seu “mentor” obrigava-o, por vezes, a delegar funções administrativas do estádio de Itaquera (que Sanches não abre mão de comandar), Roberto enxergou a oportunidade, iniciando a traição.

Hoje, na Arena, existem duas frentes de comando que se contrapõem, numa luta ferrenha por poder, e, principalmente, dinheiro.

Com o bastão da presidência nas mãos e o poder de assinar os acordos, Roberto cooptou antigo aliados de Andres, e com eles passou a fazer negócios, nem sempre em concordãncia com Andres, em Itaquera.

O “quarteto”, como é chamado no local, é composto por Andrade, Lucio Blanco (gerente do estádio, antes diretor de arrecadação), Luis Felipe Santoro (a traiçao maior, ex-advogado de Andres, participe de diversos de seus “rolos”) e Ricardo Corrégio (gerente comercial da Arena), ligado à Odebrecht.

Não possuem força, ainda, devido a diversas “amarrações” inconfessáveis, em que todos, de alguma maneira, estão comprometidos, para tirar das mãos de Sanches o controle total da Arena, mas, certamente, dividiram-no, numa guerra silenciosa, marcada por traições, resultante real do racha político que culminou no fim do grupo “Renovação e Transparência”, no Corinthians.

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