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Torneio de Várzea une Corinthians ao PCC e utiliza marcas do clube para promover políticos

andres e moura

A criação de uma “Copa de Várzea Andres Sanches”, com 256 equipes, sob promessa de premiação de R$ 20 mil ao vencedor, tem ocasionado grandes discussões no Parque São Jorge.

No cartaz que dá publicidade ao torneio, por exemplo, é nítida a intenção de associar marcas do Corinthians ao evento.

O símbolo da Copa é o estádio de Itaquera, que Sanches surrupia sem o menor pudor, e ainda tem a cara de pau de desmentir quando questionado.

Aliás, o próprio deputado posa para a foto ao lado do ex-petista Luiz Moura, acusado de trabalhar, na política, pelos interesses do PCC.

No canto baixo esquerdo do cartaz, o Colégio Drummond assina como apoiador do campeonato, o que, para quem conhece os bastidores do Parque São Jorge, não chega a ser grande supresa.

O proprietário da “escola” é o empresário Osmar Basílio, que concedeu duvidoso diploma de formação ao braço direito de Sanches, o investigado pela “Lava-Jato”, André Negão, teve um de seus professores envolvido na transação do jogador Defederico (como preposto de dirigentes alvinegros), e, mesmo ocupando o cargo de presidente do CORI (órgão fiscalizador do Corinthians), não vê problema em participar, ativamente, dos desvios de conduta de seus principais mandatários.

Apesar de não aparecer no cartaz, o campeonato varzeano tem por objetivo alavancar a candidatura de Negão a vereador de São Paulo, que tem percorrido a cidade ao lado de Moura e Sanches, numa espécie de “caravana da imoralidade”.

Por fim, suspeita-se, ainda, entre os próprios correligionários das partes citadas, que a escolha pelo torneio de várzea seria espécie de sequencia da falida “Copa Kaiser”, tocada anteriormente pelo auto-intitulado jornalista Flávio Adauto, que teria, supostamente afundado em dívidas e calotes, desaparecido deste tipo de evento, porém cedido a Sanches (de quem é adepto dentro do Corinthians), dados de clubes e demais informações e documentações que facilitariam a operação.

Não se sabe ainda em troca do quê, apesar de muitos desconfiarem.

O conselho do Corinthians precisa, com urgência, não apenas vetar a utilização do símbolo que representa o estádio de Itaquera, como interpelar Sanches pela ousadia, restando à população de São Paulo denunciar eventuais suspeitas de desvios de conduta aos órgãos competentes, além de não se deixar enganar nas próximas eleições.

varzea

 

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