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A política brasileira divide-se entre ladrões e os não investigados

ADCU258  BSB -  16/4/2015  - DILMA / EXERCITO -  POLITICA - Presidenta Dilma Rousseff cumprimenta o presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha durante as comemorações do Dia do Exército e imposição das medalhas da ordem do mérito militar, no QG do Exército no SMU, em Brasilia.  FOTO: ANDRE DUSEK/ESTADAO
Eduardo Cunha e Dilma Rousseff

Reflexo de uma população que tem a corrupção enraizada em sua cultura, os políticos brasileiros, com imperceptíveis exceções, em regra tem como objetivo principal tirar vantagem do poder.

A impressão que fica é de que dividem-se em duas categorias: ladrões ou não ainda investigados.

Ontem, por exemplo, caiu o terceiro Ministro do Governo Michel Temer, que também é acusado, em delação, de receber propina de empreiteira.

O Presidente, encarcerado pela obrigatoriedade de trocar favores, sequer foi capaz de medir as consequências, que, em lógica, impediriam qualquer mandatário sensato de configurar um Ministério composto por investigados da “Lava-Jato”.

Desde sempre, lamentavelmente, roubar é prática corriqueira na política nacional.

É bem verdade, e até por isso ocorreu o levante que tratou de destituir o último Governo, que o PT organizou, como nunca houvera acontecido antes, os assaltos ao bolso da população, que antes eram fruto de pequenos esquemas, quase sempre isolados.

Com Lula e Dilma os focos de corrupção arrecadavam as propinas e enviavam-na para o comando central (o Partido dos Trabalhadores) que decidia, quase sempre pela hierarquia, a divisão de valores.

Entre os recebedores, conforme comprova a Polícia Federal, além dos petistas, figuravam também os partidos aliados, entre os quais o PMDB, que decide, pelo menos nos próximos dois anos, os caminhos da política nacional.

Não há como a população escapar, momentaneamente, dos assaltos que ainda estão por vir.

Somente, a longo prazo, com a mudança de comportamento do brasileiro, que precisa pensar no coletivo antes de tentar beneficiar-se a qualquer custo, do sistema política atual, facilitador dos desvios de conduta, além da conscientização política da importância do voto e de não utilizá-lo para reeleger notórios criminosos podem iniciar uma ainda improvável onda de moralidade, ética e decência, reiteramos, nunca vivida neste país.

Do contrário permaneceremos reféns dos corruptos atuais e dos que aparecerão, em breve, como “salvadores da pátria”.

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