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Joaquim Barbosa personificou a indignação popular contra ato constrangedor, e calculado, do Ministro Barroso

Barbosa

Desde a votação para aprovar os tais “embargos infringentes”, qualquer pessoa minimamente informada já sabia, sem necessidade de aguardar votação, que os réus do Mensalão, bandidos que roubaram dinheiro do povo para abastecer um esquema de corrupção tendo como beneficiários o PT e seus próximos, seriam absolvidos da acusação de seu crime mais evidente, e personificador, o de quadrilheiros.

A mudança de Ministros do Supremo, indicados por Dilma Rousseff, se deu exatamente com esse objetivo.

Embora, convenhamos, um dia a mais na cadeia ou setecentos anos, apesar de justos, em nada limpará a biografia de marginais da gravata, gente que nunca se livrará da justa lembrança de seus atos de banditismo, ou seja, uma condenação moral perpétua.

Mas há limites para a desfaçatez.

O Ministro Luis Roberto Barroso, em busca do protagonismo e, talvez, do afago de seus “donos”, os tem ultrapassado há tempos, seja na votação anterior, em entrevistas, e, ontem, em sua mais lamentável incursão na telinha da TV Justiça.

Porém, como costuma acontecer com os que acreditam estar com a vitória garantida (embora esteja), tratou de, com argumentos pífios, sem sustentação nos fatos, e na Lei, de apresentar-se ao Brasil com a insolúvel marca dos que trabalham, sabe-se lá por quais motivações, a favor de sistemas que deveriam ser combatidos pelos que ocupam cargo de tamanha relevância.

Barroso tropeçou na desfaçatez ao transferir para os membros do STF atos e intenções que claramente cometia, errando ainda mais, desta feita de maneira constrangedora, quando inventou, em desnecessária demonstração de soberba, de realizar um julgamento pessoal, apresentando “cálculos” do que achava que deveriam ser os anos de pena dos mensaleiros, mas contradizendo-se em sua própria argumentação que os réus “não havia cometido os crimes – os outros – que lhe foram imputados”.

Ou seja, teve o trabalho de contar os anos de cadeia para quem “julgava” absolvidos, em claro, ressalte-se, delírio, estimulado pelo pensamento de como seria retratado nas manchetes de jornal, no dia seguinte.

Deve ter sido aplaudido de pé por Lula e demais “companheiros”, garantindo avaliações positivas do PT, e o que delas se resulta, mas, certamente, o STF, se pudesse, colocaria a cabeça, como um avestruz, embaixo da terra, tamanho o desrespeito às diretrizes da casa, e à história de um órgão, agora, maculada.

Uma situação tão lamentável que obrigou Joaquim Barbosa, presidente da casa, em nome dos Ministros com vergonha na cara, e dos brasileiros com nariz de palhaço, a se insurgir, e dizer, frente a frente com o serviçal, as verdades que não estavam ocultas, mas poucos teriam coragem, pelo menos no plenário, de relatar.

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