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Carlos Leite entrega Andres Sanches como empresário de futebol e diz que tinha relação “financeira” com o Corinthians

“Não podemos escutar um diretor de seleções (Andres Sanches) dizer “ah, aqui agora não tem empresário” sendo que até ele mesmo já foi empresário.(…)”

A Globo.com, através dos repórteres Eduardo Peixoto e Janir Junior, submeteu-se a fazer uma matéria para salvaguardar a imagem do empresário Carlos Leite, ligado ao submundo das transações nacionais e internacionais de jogadores de futebol.

Foi um tiro no pé.

Veja, por exemplo, o que diz Leite sobre sua relação com o então treinador da Seleção Brasileira, quando no exercício do cargo:

“Jamais. As pessoas, devido a tudo que falam por aí, podem não acreditar, mas nunca troquei três palavras com ele (Mano) sobre os jogadores de futebol. Não era minha função. A partir do momento em que ele foi para a Seleção, não participei da conversa dele com o presidente da CBF na contratação, a única coisa de que participei foram os contratos publicitários, pois era o meu trabalho. Fora isso, não tenho que dar opinião. É muita fantasia que se faz e nunca se prova absolutamente nada.”

Até o Barão de Munchausen ficaria constrangido com tamanha inverossimilidade.

Afirmou ainda que mantinha uma relação “financeira” com o Corinthians e que chegou até a emprestar dinheiro ao clube:

“Quando aconteceu no Corinthians, foi a casualidade de o clube precisar de um treinador e eles procurarem o Mano. Dali, criei uma relação muito forte com eles, a ponto de também ajudar financeiramente.”

“Acho que ajudei um pouquinho. Tenho uma parcelinha nesse trabalho. Indiquei alguns jogadores, tive algumas participações importantes dentro do clube. Como foi noticiado, até empréstimo de dinheiro eu dei, e não tenho problema em falar.”

Fala ainda sobre sua relação com Paulo Pelaipe, dirigente de futebol do Flamengo:

“Realmente, existe uma relação um pouco mais próxima com o Pelaipe, que vem desde 2005, quando ele trabalhava no Grêmio. Depois, ficou fora do mercado, voltou a trabalhar e temos essa proximidade, como tenho com outros. Fiz três negociações com o Flamengo (Elias, Gabriel e Wallace), toda a diretoria estava sabendo. Foram negociações que eu acho que não têm muito o que falar.”

Ao “trabalhar” com Roberto Dinamite, no Vasco da Gama, o empresário declarou-se vascaíno doente.

Hoje, para justificar sua proximidade com o rival Flamengo, insinua que o “sentimento” mudou:

Nada me impede de estar trabalhando com o Flamengo. Tenho meu clube pelo qual um dia fui fanático, hoje talvez nem tanto.”

Para finalizar, em claro deslize, Carlos Leite entrega que o ex-presidente do Corinthians, Andres Sanches, ao criticá-lo como diretor de Seleções.

Acusa-o de ser também empresário de jogadores:

“Não podemos escutar um diretor de seleções dizer “ah, aqui agora não tem empresário” sendo que até ele mesmo já foi empresário. Não posso escutar o presidente da Confederação Brasileira de Futebol dizer “aqui não tem mais empresário”.

“(…) Posso falar que (Sanches) é um dos grandes amigos que fiz no futebol.”

Observamos que não foi por acaso que o atual presidente do Corinthians, o delegado Mario Gobbi, que na gestão anterior ocupou a cadeira de diretor de futebol, em recente entrevista coletiva disse que Carlos Leite deveria ser tratado como “benemérito” do clube.

Certamente era uma maneira de demonstrar a gratidão de todos os dirigentes “beneficiados” pelos negócios do agente.

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