Advertisements

Desmanche, assassinato, contravenção: Andres Sanches e André Negão serão investigados por possível ligação com o PCC

No final do ano passado, o ex-presidente do Corinthians, Andres Sanches, associou-se a seu braço direito no clube, André Negão, e comprou um desmanche de caminhões, localizado na Rua São Felipe, 477.

Precisavam de um local para, supostamente, lavar o dinheiro conseguido por transações obscuras no futebol.

Comercio este que fica a poucas quadras de sua nova e luxuosa residência, quase em frente ao Parque São Jorge.

A “empresa” foi negociada, oficialmente, pela “sugestiva” ANDRÉ DA SORTE AUTOMÓVEIS LTDA, até então em nome de André Luiz de Oliveira, o André Negão, e de sua companheira.

No último dia 22 de novembro de 2012, o nome da empresa da “sorte” foi alterado para N&A Multichassi Serviços Técnicos Ltda.

Na constituição oficial da sociedade, manteve-se o nome de André Negão, retirou-se o de sua companheira e foi acrescido o de Diogenes Marcio Fernandez Ferraz, vulgo Nei.

Ambos com 50% de participação.

Nei, segundo informações, era o “Laranja” de Andres Sanches no negócio.

O ex-presidente do Corinthians, por exemplo, enquanto no poder alvinegro, nomeou Nei como diretor das categorias de base do clube.

Período em que “trabalhava” pelos interesses dos sócios no Parque São Jorge.

Outro fato de relativa estranheza, é que apesar da empresa ter a entrada localizada na Rua São Felipe, 477, sua inscrição oficial da Junta Comercial tem a rua ao lado, sem portas, Santa Catarina, 195, como sede oficial.

Talvez para esconder o que não poderia, por motivos óbvios, ser mostrado.

Embora, por descuido, o telefone distribuído aos “clientes” esteja em nome da LUNA BELÍSSIMA CONFECÇÕES LTDA, localizada ao lado da antiga residência de Andres Sanches.

O ASSASSINATO QUE EXPÔS TUDO QUE DEVERIA FICAR ESCONDIDO

Apenas dois meses após o inicio oficial das atividades do desmanche dos dirigentes corinthianos, uma execução a tiros de arma de fogo abalou a até então calmaria do revelado esquema.

O suposto “laranja” de Andres Sanches, Diogenes Marcio Fernandes Ferraz, o Nei, foi assassinado, na madrugada do dia 5 para 6 de fevereiro, na Rua São Gabriel, no Tremembé, com mais de uma dezena de tiros.

A maioria deles, na região entre o rosto e o pescoço.

Os assassinos, encapuzados, fugiram num Fiat Stilo, em direção, segundo dizem, à rodovia Fernão Dias.

O caso, então, pela ligação com dirigentes do Corinthians, chamou a atenção da policia, e está sendo investigado pelo 73º DP, do Jaçanã.

E, durante as investigações, descobriu-se ações e ligações criminosas do vulgo Nei absolutamente alarmantes.

Há um inquerito, na corregedoria da polícia, em que Nei é acusado de ser cobrador de propinas do PCC, em conjunto com policiais militares, para que perueiros possam trabalhar na capital paulista.

Coisa de R$ 200 por carro.

Vale lembrar que no Corinthians, o diretor de uma cooperativa desse tipo de transporte, que chegou a ser conselheiro do clube, era ligadíssimo aos três sócios, Nei, Andres Sanches e André Negão.

Mas há ainda coisa pior.

Confira abaixo trechos do inquérito a que tivemos acesso:

“(…) acusados de “venderem” proteção às vítimas civis, como forma de salvaguardá-las contra possíveis crimes, bem como coagi-las ao pagamento das taxas mensais.

Essa coação também sustentava um “esquema” criado por policiais civis e militares, dentre eles, os acusados, que realizava um controle ilegal das linhas de transporte público e vendiam “autorizações” de circulação para as pessoas que quisessem trabalhar nestas, mesmo que tivessem autorização da Secretaria de Transportes, prevalecendo-se do poder de polícia que exerciam.

Caso contrário, os trabalhadores daquela linha não seriam protegidos da “concorrência desleal”, dado que os policiais não combateriam os perueiros ilegais, imiscuindo-se de suas funções legais, e seriam vítimas de crimes, cometidos inclusive por integrantes do PCC, já que os próprios policiais civis e militares diziam ser integrantes desta facção criminosa (testemunhas ouvidas às fls. 544/547, 548/550, 551/552).

Consta do incluso inquérito policial que, em data incerta, no mês de agosto do ano de 2004, nesta capital, o Sd PM 943691-0 Anderson Gonçalves Vianna,qualificado a fls. 256/258, e o Sd PM 990944-36 Vinicius Dias de Cerqueira, qualificado a fls. 259/261, previamente ajustados, agindo em concurso e com unidade de desínios entre si, com o Sd. PM Willian Vicari, já falecido, e com o civil Diógenes Márcio Fernandes Ferraz, vulgo nei, exigiram para si, diretamente, vantagem em dinheiro em valor até agora desconhecido, no exercício da função de policiais militares e em razão dela, do civil José Guilherme de Arruda,bem como do também Sd PM Marcelo Aparecido dos Santos.

CONCLUSÃO

Observa-se, não apenas pelos acontecimentos descritos nessa matéria, mas também pela vida pregressa dos citados dirigentes corinthianos, o nível de suas periculosidades.

Pessoas  incapazes de explicar a origem de seus recursos, obrigadas a esconder a própria trajetória de vida, que se utilizaram do Corinthians para enriquecer e precisam, agora, encontrar meios de “oficializar” seus ganhos obscuros.

E que, sem o menor constrangimento, introduziram no convívio social alvinegro verdadeiros operários da criminalidade, utilizados, por vezes, para impor à força o que não conseguem pelo respeito.

Nei, por exemplo, trazido ao clube por Andres Sanches, sempre se apresentou como parente do ex-presidente, que não se importava em ser tratado dessa maneira, e nunca desmentiu.

Resta saber agora, com tantas provas e evidências, que caminho seguirá o delegado Mario Gobbi, presidente do Corinthians, e que  tem por obrigação coibir esse tipo de gente.

Fingirá comodamente que o crime organizado não participa da vida do Parque São Jorge, agindo para que tudo seja encoberto, ou tomará atitudes dignas das suas funções, no mínimo, investigando todas as informações expostas não apenas nesse espaço, mas também em inquérito policial no 73º DP.

Delegacia esta que já tem em mãos informações sobre a ligação de Nei com o PCC e também com Andres Sanches e André Negão.

Um deles, assassinado, os outros dois, responsáveis pelo Corinthians das obras do “Fielzão”.

DOCUMENTAÇÃO DO DESMANCHE NO NOME DE ANDRÉ NEGÃO E NEI, “LARANJA” DE ANDRES SANCHES (CLIQUE PARA AMPLIAR)

desmanche 3 desmanche 4

FACHADA DO DESMANCHE, SEM IDENTIFICAÇÃO, PLACA, COM APENAS UMA PORTA (SEMPRE FECHADA) E COM ENDEREÇO REGISTRADO NO TELEFONE DE UMA CONFECÇÃO.

desmanche 1

PARTE LATERAL DO DESMANCHE, NO ENDEREÇO DO CONTRATO SOCIAL, TOTALMENTE MURADO E SEM ENTRADAS.

desmanche 2

MAPA DA LOCALIZAÇÃO DO DESMANCHE (3), PRÓXIMO À RESIDÊNCIA DE ANDRES SANCHES (2) E DO CORINTHIANS (1).

mapa andres negão

Facebook Comments
Advertisements

Deixe uma resposta

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.

Open chat
Olá, seja bem vindo ao Blog do Paulinho ! Deixe aqui suas dúvidas, sugestões e denúncias. Todas as mensagens serão lidas
%d blogueiros gostam disto: