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Falácias e considerações

Por GUSTAVO CRIVELLI GUEDES

Aos poucos, uma antiga, entretanto, atual polêmica, que aflige o coração de muitos torcedores brasileiros, vem tomando corpo e caminhando para uma resolução assombrosa e patética: o êxodo de jogadores brasileiros.

Incontáveis torcedores, pelo menos duas vezes ao ano, utilizam-se das mais variadas mandingas, rezas, promessas e outras formas de manifestações que só o povo brasileiro é capaz de exteriorizar, concentrando as forças na esperança de que nenhum jogador de seu time seja assediado por uma proposta tentadora de um clube estrangeiro.

Eis que nosso mais caricato brasileiro tomou uma decisão, após seu clube do coração perder alguns jogadores, dar uma basta neste êxodo, com palavras fortes, reuniões, discussões na mídia, juntamente com ministros de Estado e o rei da CBF.

Entretanto, como de praxe de seu governo, entra o jogo de cena, as famosas cenas teatrais para inglês ver, puro populismo, a velha política do pão e circo.

Pois bem, sabem os governantes e personalidades públicas que se manifestam acerca do assunto, que há, sim, solução para este problema, e que esse resultado só será alcançando de uma única forma, tendo como caminho a discussão e vontade política, para que resulte em uma mudança estrutural de governança, administração, organização, e não me refiro aos clubes.

A modificação estrutural não deve iniciar nos clubes, mas contaminá-los, partindo do poder público, é este o caminho a ser trilhado, pois, todas as normas que regem os clubes, declinando os direitos e deveres emanam do Estado.

Citei, acima, apenas a ponta do iceberg, pois a legislação brasileira que influência a vida administrativa dos clubes, não é a causa principal, primária, do êxodo dos jogadores.

O marco determinante deste problema são as questões sociais, e a alteração do calendário, friso, não será de forma alguma solução para frear a saída de jogadores.

As discussões na mídia não abordam os temas sociais, políticos e econômicos, causadores da situação caóticas em que os clubes e a sociedade se encontram, isto, a certo ponto, não mais assusta, pois como brasileiros estamos acostumado com os mandos e desmandos e a ineficácia dos governantes.

Além do viés financeiro, o que seduz o jogador a aceitar uma proposta, é, indubitavelmente, a qualidade de vida que ele irá proporcionar a sua família, qualidade esta que o Estado brasileiro não lhe garante.

É impossível, e, até mesmo ridículo comparar a cidade de São Paulo ou Rio de Janeiro, com as capitais européias, ou até mesmo cidades menores, que apresentam índices de IDH bem acima das brasileiras, bem como com as cidades do Leste Europeu ou Oriente Médio.

Não será essa adequação de datas que irá resolver o problema da diáspora de atletas, nem ao menos retardar o processo de venda, a emigração continuará ocorrendo, apenas iremos inverter a estação do ano.

Ademais, o calendário brasileiro é único no mundo, com seus campeonatos estaduais, regionais e brasileiro, voltados para o brasileiro, programado de acordo com as festividades e feriados nacionais, e em acordo com o clima tropical, a sua mudança implicará na perda de identidade do povo brasileiro com o esporte que lhe proporciona alegrias.

Gustavo Crivelli Guedes, brasileiro, advogado e São Paulino.

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11 comentários em “Falácias e considerações”

  1. Esse é o verdadeiro texto “samba do crioulo doido”, o cara não sabe se bate no governo, discute tradições, faz comparações econômicas esdrúxulas, legislação e o escambau. No final do texto ficamos com aquela nítida sensação: “por que diabos perdi meu tempo lendo isso”?…

  2. O texto é mais falacioso que o título. Desde quando o índice de desenvolvimento humano influencia saída de jogadores? Pelo que eu sei é o salário e a visibilidade.

    Por que os jogadores não vão pra Finlândia, Islândia, Dinamarca, Japão e Estados Unidos, pra citar apenas alguns?

    Ganhar bem no Brasil; ganhar bem em Barcelona ou ganhar bem numa cidade do interior da Guatemala é a mesma coisa.

    Quem ganha bem sempre desfrutará de um alto índice de desenvolvimento humano. Não importa o páís onde esteja.

  3. Não é só o “samba do crioulo doido” é também o “saci-pererê de cuecão de couro”. Os jogadores saem porque não existem clubes no Brasil que tenham condições de pagar um salário razoável para a maioria dos jogadores. Nas 3 divisões A, B e C, temos no máximo 75 vagas para joagdores e tem milhares deles querendo jogar. 80% dos jogadores ganham no Brasil menos de R$ 1.000. Na europa, Ásia também são poucos clubes, talvez uns 200 que podem pagar um salário atraente.
    A esmagadora maioria vai ganhar salários de 2, 3 mil dólares, um pouco mais que suficiente para sobreviver.

  4. Inclusive o Emeson do flamengo está levando a mulher dele pro Qatar para que possa desgustar da qualidade de vida superior que só os paises da localidades sabem propocionar as mulheres, os doze milhões pouco tiveram a ver com isso. E é sempre maravilhoso ver como os jogadores que vão pra Russia estão animados com o frio, eles não param de pensar em brincar com a neve. Novamente não tem nada ver com dinheiro.

  5. Calma lá, calma lá, minha gente! De duas, uma: ou foram alfabetizados em inglês, como nossa querida Sasha, ou são analfabetos funcionais! O texto traz de maneira clara, porém culta, o que nosso amigo Luiz comentou logo acima. Como ele pode dizer que o texto é o saci cantando samba, se logo após ele ratifica o que foi dito, conclusivamente? Vamos, lá… A suma é isto mesmo. A galera VAZA porque aqui não há oportunidade de ganhar o equivalente em reais, alguns milhões em euros. Fora a publicidade e tudo mais. Logo, acabamos perdendo os melhores jogadores porque nosso governo tira da verba da saude, do desenvolvimento social e, pelo que vejo, da verba da EDUCAÇÃO, pra desviar para corrupção e pro bolsa família, pra comprar votos. Mudar o calendário é manobra. E é melhor pararem de acompanhar só futebol e lerem um pouco mais. Abraços.

  6. Caro e “Alfabetizado” JB, poderia nos esclarecer quem é “Sacha”??…. Que tipo de “literatura” vc quer que as pessoas leiam??….
    Meu Deus!!! O “analfabetismo” tem sim suas virtudes….

  7. Qualquer livro de história brasileira… Ah, jornais, revistas… Bom, até para entender piadas tem que ter referências. Como é do conhecimento de alguns letrados e atualizados, nossa querida “SaSha”, filha de Xuxa, cometeu um erro crasso ao postar um update no Twitter. E, lógicamente, o Twitter de Xuxa foi execrado. Em sua defesa, nossa querida Xuxa respondeu dizendo: “Meu anjinho foi alfabetizado em ingês”. O que foi piada pronta. Outra piada é este nome. Ainda bem que o leitor Marco sabe que é Sacha (e não Sasha, como foi registrada a pobre da criança), que é o diminutivo russo para Alexander. Ou será que na hora de escrever, por ser analfabeto, errou também? Pronto, um pouco de cultura. Agora, ter que explicar tudo isso pra que uma pequena piada seja entendida é triste. Gostaria de saber a idade de quem não entendeu o texto do Gustavo ou o que escrevi, porque de uns anos pra cá, o modelo educacional desse país caiu muito, pois afimar que ser analfabeto é virtude, valha-me Deus! Aliás, tenho 25, recém completados. Abraços

  8. Poxa JB, muito obrigado pelas explicações. Ainda bem que temos alguém alfabetizado para nos explicar os textos.
    O texto “…traz de maneira culta”? Ta…

  9. Anh!! É SaSha e não Sacha??? “Sachanagem” hein JB? Vc não sachou a ironia. Da próxima vez postarei uma foto. Aliás JB com 25 anos eu não conheço. O que tenho aqui em casa tem 8 anos e existe outro de 15 anos. Vou beber hoje em homenagem ao sagaz comentarista “letrado e atualizado” , leitor de Caras e fã da Xuxa. E a Mara Maravilha?? Por onde anda, JB??

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